Toma, que é para aprenderes…

Mulher a ler

Um homem de 35 anos foi condenado pelo tribunal de Roma a dois anos de prisão, mas isso foi apenas uma parte do castigo. O magistrado que julgou o caso acrescentou à sentença uma pena adequada ao crime. Segundo a imprensa italiana, um juiz recorreu à sua criatividade e obrigou um homem, julgado por prostituição de uma menor de apenas 15 anos, a comprar-lhe livros sobre dignidade feminina. Na lista de livros indicados pelo juiz, conta a AFP, encontram-se entre outros algumas obras de Virginia Woolf, “O Diário de Anne Frank” e versos de Emily Dickinson. A decisão do juiz foi fortemente criticada pela filósofa italiana Adriana Cavarero. Em declarações ao Corriere della Sera, a professora de Filosofia Política da Universidade de Verona considera que era melhor ter obrigado o próprio criminoso a ler as obras. Com a sua decisão, conta o jornal italiano, o juiz pretende que a menina possa compreender o mal que está a causar a si própria, e como a sua dignidade feminina sofre com isso.

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